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5 Passos para transformar a CIPA no melhor canal de difusão de informações de SST na organização

29.03.2017

Fazer prevenção não é uma atividade fácil já que depende de muitas variáveis que se alteram de empresa para empresa, por isso nesse Post eu vou te ensinar a usar da melhor forma uma ferramenta que por vezes é mal aproveitada, sim, eu estou falando da CIPA!



A segurança do trabalho e a prevenção de acidentes devem ser trabalhadas com o uso de diversas ferramentas e serem pensado e colocadas em prática constantemente através de ações de prevenção dentro de toda e qualquer empresa. Pois independe do ramo e do número de funcionários.

 

Garantir a segurança dos profissionais é parte essencial para o funcionamento correto e também o sucesso de uma organização. A segurança no trabalho tornou-se uma condição fundamental para qualquer colaborador, e um dos principais caminhos para que o ambiente de trabalho seja seguro é a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

 

A CIPA é uma das ferramentas de prevenção de extrema importância, sendo um dos braços da Segurança do Trabalho, além de ter o papel primordial de estabelecer de uma forma participativa o diálogo e a conscientização entre a empresa (Gestão) e os empregados, visando a melhoria da qualidade de trabalho e sua humanização.

 

Muitas vezes a CIPA consegue chegar onde o Serviço Especializado em Saúde e Medicina do Trabalho – SESMT não chega, como os detalhes “escondidos” no desempenho das atividades, pois a CIPA é formada pelos próprios trabalhadores e executores dos processos dentro da empresa. Motivo pelo qual o SESMT e a própria gestão da empresa devem investir nessa ferramenta disponibilizando condições de atuação.

 

Em suma, a CIPA é fundamental em todas as empresas, porque ela cuida da segurança e do conforto dos trabalhadores. Então, todas as empresas têm por obrigação constituir uma CIPA para ajudar os trabalhadores a evitar as doenças e acidentes de trabalho.

 

Neste sentido é imprescindível que você use estes 5 passos para criar um canal de difusão de informações de Saúde e Segurança do Trabalho:


Passo 1: Orientar o Empregador a indicar trabalhadores comprometidos e assim constituir uma CIPA forte, capaz de realmente trazer benefícios a sua empresa.

 

Infelizmente ainda ocorre de o Empregador constituir a CIPA apenas por exigência legal e o que é pior, muitas vezes ele indica os seus representantes apenas para garantir que a CIPA esteja amarrada e que suas ideias de contenção de gastos sejam defendidas nas reuniões, dificultando assim o investimento e as melhorias necessárias em Saúde e Segurança do Trabalho.

 

Para mudar esta situação cabe ao SESMT (na maioria das vezes constituído por um TST ou Engenheiro) ou ao Consultor em SST contratado exclusivamente para assessorar a empresa na Constituição da sua CIPA, orientar o empregador e sensibilizá-lo da importância da CIPA e de escolher bem seus representantes, sempre com foco em promover as melhorias que a empresa precisa, afinal, quanto menos acidentes e doenças do trabalho, menor é a perda da empresa em indenizações, seguros e multas.

 

Representante do Empregador


Passo 2: Incentivar desde o primeiro momento da eleição para membros da CIPA o interesse de Trabalhadores comprometidos com a qualidade e a melhoria dos processos no que se refere a Saúde e Segurança do Trabalho.

 

faixa

 

É claro que as eleições devem ser amplamente divulgadas e atingir 100% dos trabalhadores desde o momento de recebimento das candidaturas, todavia, o que temos visto ocorrer é que esta etapa é mal aproveitada, pois a maioria dos profissionais responsáveis por gerenciar o processo eleitoral estão muito preocupados em não errar do ponto de vista legal para não impugnar o processo, o que não é difícil de ocorrer.

 

Quando na verdade é uma etapa crucial para motivar que trabalhadores realmente interessados em promover melhorias sejam candidatos, uma vez que é comum que aqueles trabalhadores que já possuem certa informação sobre os benefícios de fazer parte desta comissão saiam candidatos visando apenas a estabilidade.


Passo 3: Ministrar Treinamento de excelente qualidade.

 

treinamentos CIPA

 

Entre inúmeros treinamentos obrigatórios estabelecidos nas Normas Regulamentadoras do MTE, embora todos sejam de grande importância, a Formação de Cipeiros é aquele que passa inclusive por uma avaliação dos treinados para saber se os mesmos aprovam o treinamento realizado.

 

E não poderia ser diferente, tendo em vista que estes trabalhadores vão desenvolver as atribuições de membros da CIPA por um ano, realizando inúmeros compromisso e principalmente documentando cada ação.

 

Dois pontos fundamentais deste treinamento é orientar detalhadamente sobre como realizar cada atribuição legal da CIPA e construir uma excelente base de conhecimento sobre higiene ocupacional. Claro que este último deve se ter o cuidado no uso da linguagem técnica, pois os membros não são especialistas de SST.


Passo 4: Entregar Modelos de Documentos prontos para uso da Gestão da Comissão.

 

docs

 

Um grande problema de gestão da CIPA é o tempo que os membros levam preparando documentos obrigatórios a cada etapa de desenvolvimento das atribuições da Comissão, logo é fundamental que o Consultor responsável pela instalação da CIPA entregue os modelos de documentos já prontos e que o Instrutor de CIPA responsável pela execução do treinamento de Cipeiros utilize cada um dos modelos de documentos de forma prática simulando situações que farão parte do cotidiano dos Cipeiros. Neste sentido uma das reclamações comuns sobre os materiais utilizados nos treinamentos é que muitos Instrutores de CIPA coletam matérias indiscriminadamente da internet e os utilizam sem a mínima padronização, tornando o trabalho do Cipeiro mais difícil e de baixa qualidade.


Passo 5: Sensibilizar a Gestão sobre a necessidade de incentivar e acompanhar as atividades da CIPA.

 

chefeeempregado

 

Constituir uma CIPA, principalmente se for a primeira, traz a empresa uma mudança muito grande e nem sempre mudanças são bem-vindas dentro de uma organização.

 

É normal que exista resistência para esta mudança. Isto pode ocorrer inclusive por parte dos empregados, que mesmo tendo eleito seus representantes podem não concordar com a gestão da Comissão (como ocorre com nossos representantes políticos que nem sempre atuam como gostaríamos).

 

Todavia a maior resistência que temos visto é a do Gestor da empresa, que como já foi dito deve ser sensibilizado da importância da CIPA.


Esta sensibilização torna-se mais fácil quando apresentamos o potencial que a CIPA possui de trazer melhorias para empresa, sejam elas puramente de segurança ou até mesmo as melhorias capazes de garantir economia de recursos pela organização.

 

Por fim desejo que você seja capaz de conduzir um processo de constituição de sua CIPA com maestria, lembrando que executando estes 5 Passos é natural que sua Comissão seja composta por empregados competentes e compromissados o que automaticamente fará com que os demais empregados se identifiquem com a Comissão e vejam nela um verdadeiro elemento gerador de mudanças positivas e principalmente um canal estreito entre a Gestão e os Empregados, o que sem dúvida irá promover a Saúde e Segurança do trabalho dentro da organização.

 

SUCESSO!

 

Fonte: http://plennum.com.br

 

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